SAGG Napoli e Mais do que casas: imaginar a habitação em 2074
SAGG Napoli
Com Luís Tavares Pereira e Teresa Novais, moderação de Joaquim Moreno
Acesso gratuito

Partindo da exposição de SAGG Napoli, na Galeria de Arte Contemporânea de Serralves, esta conversa propõe uma reflexão sobre a habitação enquanto espaço de vida, transformação e construção coletiva, cruzando a arte contemporânea, a arquitetura e a sociedade com o desafio de imaginar novas formas de habitar o futuro.
Resultado de uma investigação realizada na cidade do Porto com referências provenientes do sul de Itália, em particular da região de Salento sobre as práticas informais de adaptação, reparação e transformação das casas, a exposição de SAGG Napoli convoca questões fundamentais: quem decide como habitamos? que formas de conhecimento e de cuidado estão presentes nas alterações que fazemos aos espaços onde vivemos? e como se definem as fronteiras entre o que é reconhecido como arquitetura e aquilo que é frequentemente entendido como improviso ou desordem?
Em diálogo com o programa Mais do que casas, investigação produzida no ano letivo de 2023/2024 pelos estudantes e docentes das Faculdades de Arquitetura, Arquitetura Paisagista e Belas Artes, em Portugal, a conversa alarga estas questões ao presente e ao futuro da habitação, entendida não apenas como construção física, mas também como direito, experiência partilhada e expressão de diferentes modos de vida.
A conversa com os curadores do programa Mais do que casas Luís Tavares Pereira e Teresa Novais, moderada por Joaquim Moreno, Professor Associado da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, dará também a conhecer algumas das propostas desenvolvidas por alunos, respondendo à questão: como vamos habitar em 2074?
Entre as experiências do passado, as urgências do presente e os futuros possíveis, questionam-se os modelos de habitação existentes e imaginam-se casas, comunidades e espaços públicos capazes de responder a novas necessidades, relações e formas de coexistência.
Mais do que antecipar como serão as casas daqui a cinquenta anos, importa discutir como queremos viver juntos e que papel podem desempenhar a arquitetura, a arte e a participação cívica na construção desse futuro.